Varizes · Publicado em 12 de agosto de 2026 · Equipe Angioclínica
Muita gente convive anos com varizes achando que é só uma questão de aparência. Em parte é: veias dilatadas e tortuosas incomodam esteticamente. Mas as varizes são a manifestação visível de um problema de circulação — a insuficiência venosa crônica — e essa condição progride quando não é acompanhada.
Por que as varizes aparecem
As veias das pernas levam o sangue de volta ao coração, trabalhando contra a gravidade. Para isso, contam com válvulas internas que impedem o refluxo. Quando essas válvulas falham, parte do sangue volta e se acumula, aumentando a pressão dentro da veia. Com o tempo, a parede vascular cede e a veia se dilata: é a variz.
Alguns fatores aumentam a chance de isso acontecer:
- Histórico familiar de varizes ou insuficiência venosa
- Gestações, sobretudo múltiplas
- Passar longos períodos em pé ou sentado, sem movimentar as pernas
- Sobrepeso e sedentarismo
- Alterações hormonais e uso de anticoncepcionais
- Idade mais avançada, pela perda natural de elasticidade das veias
Os sinais que pedem avaliação
Nem toda variz precisa de cirurgia, mas alguns sintomas indicam que a insuficiência venosa já está repercutindo na perna e merecem uma consulta:
- Sensação de peso ou cansaço nas pernas, principalmente no fim do dia
- Dor, queimação ou coceira no trajeto das veias
- Inchaço no tornozelo que melhora ao elevar a perna
- Cãibras noturnas frequentes
- Manchas escuras ou endurecimento da pele na parte de baixo da perna
- Ferida que não cicatriza perto do tornozelo (úlcera venosa)
- Veia dolorida, endurecida e avermelhada, que pode indicar tromboflebite
Manchas escuras, endurecimento da pele e feridas são sinais de doença venosa avançada. Nesses casos, a avaliação não deve ser adiada.
Como o diagnóstico é feito
A consulta começa com o histórico e o exame físico das pernas, com o paciente em pé — posição em que as veias se enchem e o quadro fica mais evidente. O exame que confirma e detalha o diagnóstico é a ultrassonografia com Doppler colorido.
O Doppler mostra, em tempo real, quais veias apresentam refluxo, qual é a extensão do problema e se há trombos. É esse mapeamento que define a conduta: nem toda perna com varizes visíveis tem refluxo importante, e nem toda perna com poucas varizes está livre dele.
Quais são os tratamentos
A escolha depende do tipo de veia acometida, da extensão do refluxo e dos sintomas. As opções mais usadas são:
- Medidas conservadoras. Meia de compressão elástica, atividade física regular, controle de peso e elevação das pernas. Aliviam sintomas e retardam a progressão, mas não eliminam a variz já formada.
- Escleroterapia. Injeção de uma substância que provoca o fechamento de vasos finos e microvarizes.
- Laser endovenoso e radiofrequência. Um cateter introduzido na veia gera calor e promove o fechamento do vaso, sem retirá-lo. Recuperação costuma ser mais rápida.
- Cirurgia convencional (safenectomia e flebectomia). Retirada das veias doentes por pequenas incisões. Continua sendo uma opção sólida em casos selecionados.
Todas as técnicas têm indicações, vantagens e limitações. A definição é individual e depende do mapeamento feito no Doppler.
O que você pode fazer desde já
Independentemente do tratamento escolhido, alguns hábitos ajudam a controlar os sintomas: caminhar com regularidade, evitar longos períodos parado na mesma posição, elevar as pernas ao final do dia, manter o peso sob controle e usar a meia de compressão na graduação indicada pelo médico. Automedicação e meias compradas sem orientação podem não trazer benefício.
Este conteúdo não substitui a consulta
As informações acima têm caráter educativo. O diagnóstico e a conduta dependem de avaliação individual com um médico especialista. Se você tem sintomas ou fatores de risco, agende uma consulta na Angioclínica.


