Trombose · Publicado em 5 de agosto de 2026 · Equipe Angioclínica
A trombose venosa profunda (TVP) é a formação de um coágulo dentro de uma veia do sistema profundo, na maioria das vezes nas pernas. O risco maior não está na perna em si, mas na possibilidade de o coágulo se desprender e alcançar o pulmão, causando embolia pulmonar — uma emergência médica.
Sinais que pedem avaliação no mesmo dia
A TVP costuma afetar apenas um dos membros. Procure atendimento se notar:
- Inchaço que aparece em uma perna só, de forma relativamente rápida
- Dor ou sensação de aperto na panturrilha, que piora ao andar ou ao flexionar o pé
- Calor e vermelhidão localizados
- Veias superficiais mais salientes que o habitual naquele membro
- Endurecimento doloroso ao longo da musculatura da panturrilha
Se, além disso, surgir falta de ar súbita, dor no peito ao respirar fundo, tosse com sangue ou desmaio, procure um serviço de emergência imediatamente. São sinais de possível embolia pulmonar.
Quem tem mais risco
A trombose resulta da combinação de três fatores: lentidão do fluxo sanguíneo, lesão da parede da veia e maior tendência à coagulação. Situações que favorecem esse cenário:
- Imobilidade prolongada — pós-operatório, internação, viagens longas, gesso
- Cirurgias de grande porte, especialmente ortopédicas e oncológicas
- Câncer em atividade e quimioterapia
- Gestação e puerpério
- Uso de anticoncepcionais ou terapia hormonal
- Trombofilias (alterações hereditárias da coagulação)
- Episódio anterior de trombose
- Tabagismo, obesidade e idade avançada
Como o diagnóstico é confirmado
O exame de escolha é a ultrassonografia com Doppler colorido venoso. Ele mostra se a veia está compressível, se há coágulo, onde ele está e qual a sua extensão. É rápido, não usa radiação e pode ser repetido para acompanhamento.
A avaliação clínica orienta a suspeita, e exames laboratoriais como o D-dímero ajudam em determinadas situações — mas é o Doppler que confirma o diagnóstico.
O tratamento e o que vem depois
O tratamento se baseia em anticoagulantes, que impedem o crescimento do coágulo e reduzem o risco de embolia enquanto o organismo reabsorve o trombo. A duração varia conforme a causa: episódios ligados a um fator temporário costumam exigir menos tempo de tratamento do que casos sem causa identificada ou recorrentes.
A meia de compressão elástica é frequentemente indicada para reduzir o inchaço e diminuir o risco da síndrome pós-trombótica — dor, inchaço crônico e alterações de pele que podem persistir após o episódio. O acompanhamento com o cirurgião vascular é parte do tratamento, não um extra.
Prevenção em situações de risco
Movimentar as pernas com frequência em viagens longas, levantar-se periodicamente, manter boa hidratação, seguir a profilaxia prescrita no pós-operatório e não interromper anticoagulante por conta própria são medidas simples que reduzem o risco. Quem já teve trombose deve informar essa história antes de qualquer cirurgia.
Este conteúdo não substitui a consulta
As informações acima têm caráter educativo. O diagnóstico e a conduta dependem de avaliação individual com um médico especialista. Se você tem sintomas ou fatores de risco, agende uma consulta na Angioclínica.


