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Pé diabético: o papel da circulação na prevenção

A maior parte das complicações do pé diabético começa por algo pequeno: uma bolha, um corte na unha, um sapato apertado. O que decide o desfecho é a circulação que chega ali.

Diabetes · Publicado em 10 de junho de 2026 · Equipe Angioclínica

Pé diabético: o papel da circulação e o que fazer para prevenir

O termo "pé diabético" reúne as alterações que o diabetes de longa duração provoca nos pés. Dois mecanismos se combinam: a neuropatia, que reduz a sensibilidade e faz com que lesões passem despercebidas, e a doença arterial, que diminui o aporte de sangue e compromete a cicatrização.

Por que a circulação é decisiva

Uma ferida cicatriza porque recebe oxigênio, nutrientes, células de defesa e antibiótico pela corrente sanguínea. Quando as artérias das pernas estão estreitadas, tudo isso chega em menor quantidade. Uma lesão que fecharia em uma semana passa a levar meses — ou não fecha.

É por isso que a avaliação vascular faz parte do cuidado com o pé diabético desde o início, e não apenas quando a ferida já está instalada. Saber se há doença arterial, e em que grau, muda o plano de tratamento.

Sinais que exigem avaliação

  • Formigamento, dormência ou queimação nos pés
  • Perda de sensibilidade ao toque, ao calor ou à dor
  • Pele ressecada, com rachaduras nos calcanhares
  • Alteração da cor ou da temperatura do pé
  • Calos que se formam sempre no mesmo ponto
  • Qualquer ferida, bolha ou rachadura que não fecha em poucos dias
  • Unha encravada, micose ou alteração do formato do pé

Ferida com secreção, odor, vermelhidão que se espalha ou febre exige atendimento imediato.

A avaliação vascular no diabetes

A consulta inclui palpação dos pulsos do pé, avaliação da pele e da sensibilidade e, quando indicado, o índice tornozelo-braço e o Doppler colorido arterial. Vale lembrar que, em pacientes diabéticos de longa data, a calcificação das artérias pode alterar a leitura do índice tornozelo-braço — o Doppler ajuda a esclarecer esses casos.

Identificada doença arterial significativa em um pé com ferida, a revascularização — por angioplastia ou bypass — pode ser o passo que viabiliza a cicatrização.

Cuidados diários que fazem diferença

  • Examinar os pés todos os dias, inclusive entre os dedos e a sola, usando espelho se necessário
  • Lavar com água morna, nunca quente, e secar bem entre os dedos
  • Hidratar a pele, evitando a região entre os dedos
  • Cortar as unhas retas, sem aprofundar os cantos
  • Não remover calos com lâminas ou produtos abrasivos por conta própria
  • Usar sapatos fechados, confortáveis, e conferir o interior antes de calçar
  • Nunca andar descalço, nem dentro de casa
  • Manter o controle glicêmico e comparecer às consultas de acompanhamento

Quando procurar o cirurgião vascular

Além do acompanhamento de rotina, procure avaliação diante de dor nas pernas ao caminhar, pés frios ou pálidos, mudança de cor, qualquer ferida que não cicatriza e sempre que houver dúvida sobre uma lesão. Em pé diabético, antecipar a consulta costuma custar muito menos do que adiá-la.

Este conteúdo não substitui a consulta

As informações acima têm caráter educativo. O diagnóstico e a conduta dependem de avaliação individual com um médico especialista. Se você tem sintomas ou fatores de risco, agende uma consulta na Angioclínica.

Dúvidas comuns

Perguntas frequentes

Todo diabético vai ter pé diabético?

Não. O risco aumenta com o tempo de doença e com o mau controle glicêmico, mas o acompanhamento regular e os cuidados diários reduzem bastante a chance de complicação.

Com que frequência devo examinar meus pés?

Diariamente. O autoexame diário é a recomendação padrão, justamente porque a perda de sensibilidade faz com que lesões não doam.

Posso fazer podologia tendo diabetes?

Sim, desde que com profissional habilitado e ciente do diagnóstico. Evite remover calos e cutículas por conta própria ou em locais sem preparo para atender pacientes diabéticos.

Agendamento

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Agende sua consulta na Angioclínica e dê o primeiro passo para uma vida mais saudável e ativa. Atendimento em Uberlândia, no Centro Clínico UMC.