Aneurisma · Publicado em 24 de junho de 2026 · Equipe Angioclínica
A aorta é a maior artéria do corpo e leva o sangue do coração para o restante do organismo. Quando um trecho da sua porção abdominal se dilata além do normal, forma-se o aneurisma da aorta abdominal. O problema é que a parede dilatada é mais frágil — e o risco de ruptura cresce à medida que o diâmetro aumenta.
Por que costuma ser silencioso
A grande maioria dos aneurismas não provoca sintoma algum enquanto cresce. Muitos são descobertos por acaso, em exames de imagem pedidos por outro motivo. Quando surgem sintomas, podem incluir dor abdominal ou lombar persistente e a sensação de uma pulsação no abdome.
A ruptura se manifesta como dor abdominal ou lombar intensa e súbita, com queda de pressão e desmaio. É uma emergência com alta mortalidade — razão pela qual o esforço se concentra em encontrar o aneurisma antes disso.
Quem deve fazer o rastreamento
O rastreamento é feito com ultrassonografia abdominal e é recomendado principalmente para:
- Homens acima de 65 anos, sobretudo com histórico de tabagismo
- Mulheres acima de 65 anos com histórico de tabagismo ou fatores de risco cardiovascular
- Pessoas com parente de primeiro grau que teve aneurisma da aorta
- Portadores de aneurisma em outro território arterial
- Pacientes com hipertensão de longa data e doença aterosclerótica conhecida
Um exame normal em quem tem baixo risco costuma dispensar repetições frequentes. Já um aneurisma pequeno identificado entra em programa de acompanhamento periódico.
Como é feito o diagnóstico e o acompanhamento
O Doppler colorido de aorta e ilíacas mede o diâmetro do vaso e acompanha a sua evolução. É seguro, repetível e não usa radiação nem contraste — características que o tornam ideal para seguimento ao longo dos anos.
Quando o aneurisma se aproxima do limite para correção, ou quando é preciso planejar o procedimento, a angiotomografia entra para detalhar a anatomia.
Quando a correção é indicada
A decisão leva em conta o diâmetro, a velocidade de crescimento, a presença de sintomas, a anatomia do aneurisma e as condições clínicas do paciente. Aneurismas pequenos e estáveis costumam ser acompanhados, com controle rigoroso da pressão arterial e cessação do tabagismo.
Quando a correção é indicada, há duas vias principais:
- Reparo endovascular. Uma endoprótese é levada até o aneurisma por cateter, através das artérias femorais, e isola a área dilatada do fluxo. Recuperação geralmente mais rápida.
- Cirurgia aberta. O segmento doente é substituído por uma prótese. Indicada quando a anatomia não é favorável ao endovascular ou em situações específicas.
Ambas exigem acompanhamento por imagem depois do procedimento.
O que reduz o risco
Não fumar é o fator isolado mais relevante: o tabagismo está fortemente associado tanto ao surgimento quanto ao crescimento mais rápido do aneurisma. Controlar a pressão arterial, tratar o colesterol, manter atividade física orientada e comparecer aos exames de acompanhamento completam o cuidado.
Este conteúdo não substitui a consulta
As informações acima têm caráter educativo. O diagnóstico e a conduta dependem de avaliação individual com um médico especialista. Se você tem sintomas ou fatores de risco, agende uma consulta na Angioclínica.


